segunda-feira, 21 de setembro de 2020
ANJOS DE SAMPA
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
O TROPEIRO
Durante as minhas férias minha mãe e meu pai permitiam que eu ficasse alguns dias naquele paraíso. Eu era garoto de dez anos e adorava quando eu pedia para meu avô contar histórias do passado e ele a princípio não gostava muito, pois, meu avô era de pouca prosa, mas de tanto eu insistir ele arriscava algumas poucas palavras.
Eu era muito curioso e as perguntas eram constantes e às vezes sentia que meu avô ficava um pouco zangado durante a enxurrada de perguntas e quem vinha ao socorro era minha avó Maria, esposa do avô Raimundo interferia na conversa e dava a versão dela a pergunta feita. O que eu gostava mesmo de perguntar era a origem, como moravam, onde trabalhavam e sentia que meu avô sentia-se um pouco envergonhado de falar da onde ele veio.
De tanta insistência acabei descobrindo que meu avô tinha sido tropeiro e eu na época nem sabia o que era tropeiro e foi então que olhos do meu avô brilhavam e ele começava a relatar em poucas palavras como era a vida de tropeiro quando ele era jovem.
O grande comércio de muares era realizado na cidade de Sorocaba, interior da cidade de São Paulo e meu bisavô e a peãozada saiam de Mogi das Cruzes e iam tocando os bois, cavalos e mulas com destino a Sorocaba para vender os bois, as mulas e fazer algumas trocas. As mercadorias, a tropa pertencia a um rico fazendeiro que enviava um homem com a peãozada para negociar em Sorocaba.
Demorava uma semana para atravessar as 47 léguas, aproximadamente 200 quilômetros que separavam as duas cidades e o caminho era de grande dificuldade, pois, tinham que atravessar rios e encarar o difícil caminho. Andavam durante o dia e a noite montavam os ranchos que era uma enorme lona onde a peãozada fazia as comidas que levavam: carne seca, farinha, toucinho, café, açúcar, fubá e pimenta-do-reino. O fogão onde eles preparavam as comidas era improvisado e quando chegavam o peão que era encarregado de cozinhar já construía o fogão em três pedras grandes em formato de um triângulo ou colocavam três varas em pé e acendia o fogo com lenha obtida no meio do mato.
Após relatar a ida de Mogi das Cruzes até Sorocaba meu avô falava que ele não chegou a fazer este trajeto e sim o pai dele que fazia. Meu avô tinha sido tropeiro, mas apenas conduzia os animais de uma fazenda até outra fazenda.
Assim que meu avô disse que ele não tinha feito o caminho de Mogi das cruzes até Sorocaba fiquei um pouco triste, mas optei em não interferir para não quebrar o encanto da narrativa e tentar arrancar mais algumas palavras do meu avô.
Como eu sempre gostei de mato, de roça ficava imaginando o tanto quanto seria legal estar com eles nesta maravilhosa e sofrida viagem, colocava as mãos no queixo e ficava atento ao resto da narrativa.
Desarreavam os cavalos e deixava eles pastando enquanto alguns armavam suas redes, outros dormiam em esteiras ao redor da grande fogueira que faziam para espantar os animais que porventura se aproximassem.
De vez em quando meu avô parava de falar e ficava pensativo mexendo no tição do fogão à lenha e o silêncio me incomodava e eu fazia outra pergunta:
— Vô, vocês levavam suas mulheres e filhos para viajar com vocês?
Meu avô sorria e balançava a cabeça negativamente, economizando palavras e eu aceitava aquela vazia resposta e pedia ajuda para minha avó tentar fazer ele contar mais um pouco da história.
Após alguns minutos meu avô nos abandonava e saía um pouco para o grande quintal para dar milho para as galinhas e eu ficava imaginando o quão sofrido devia ser aquela longa viagem.
Depois de muito tempo conversando com meu pai José da Silva soube que meu avô morou muito tempo no bairro da terceira em Biritiba Mirim e em outra época morava perto do rio itapanhaú onde plantavam bananas e meu avô ia comercializar em Bertioga. Ia a pé com vários cachos de bananas e ainda levava meu pai em cima dos cachos de bananas, realmente ele era muito forte, falava meu pai.
Era hora de voltar para minha casa, pois, minha mãe tinha ido me buscar e durante a longa viagem de Salesópolis até São Paulo quando estávamos no trem ficava olhando as matas, as árvores e ficava imaginando que meu avô deveria ter passado por aqueles lugares.
Chegava em casa e ficava torcendo para que as próximas férias viessem logo para eu poder ouvir as maravilhosas histórias do meu querido avô tropeiro Raimundo José da Silva.
ANA SEXTA FEIRA
Após a vasta documentação ser entregue no Recursos Humanos, fazer exame médico, fiquei aguardando a publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo. Demorou apenas quinze dias e fui convocado para iniciar minhas atividades na Faculdade.
No primeiro dia de serviço em qualquer lugar do mundo, ficamos muito apreensivos, ansiosos e sedentos para saber aonde iremos trabalhar, quais pessoas conheceremos, como será o ambiente de trabalho.
Apresentei me no RH no dia especificado e lá estava o Luizão, chefe do RH que se apresentou e levou eu até uma minúscula salinha e apresentou-me para o Carlos chefe da seção onde eu iria trabalhar. Naquele exato momento quase chorei de raiva e pensava: caramba! Estudei tanto, dei o melhor nos estudos, passei noites em claro debruçado em cima de apostilas, resolvendo vários exercícios de matemática e Língua Portuguesa e acabo caindo neste lixo. Respirei fundo, enxuguei um pouco do suor, esbocei um sorriso no canto da boca e assim fui abandonado naquela minúscula salinha. O Carlos apontou uma mesinha toda velha onde eu iria ficar e começou a explicar o que eu iria fazer, fiquei atento e após todo o dia explicando e apresentando todos os departamentos da Faculdade estava decidido a continuar, pelo menos por alguns dias ou meses para ver o que acontecia.
O Carlos era uma pessoa de muito alto astral, de bem com a vida, sorridente e de pouca idade assim como eu que tinha apenas vinte e um anos.
A Faculdade de Odontologia naquela época, 1978, parecia uma pequena cidade onde todos se conheciam e era muito movimentada, pois, oferecia tratamento dentário gratuito para as pessoas que necessitavam. Com o passar do tempo já me sentia em casa e aprendi todo o serviço que consistia em cadastrar todos os bens móveis da Faculdade e identificar e apresentar um relatório mensal atualizado, era a seção de Patrimônio.
Eu, naquela época fazia um curso Técnico em uma escola Técnica Federal em São José dos Campos, era casado recente e todos os dias eu ia a pé até a Faculdade.
O Carlos, muito brincalhão e sorridente começou a colocar apelido em todas as pessoas que trabalhavam na Faculdade e ainda me envolvia nas suas brincadeiras, no início ficava um pouco temeroso, mas com o passar do tempo até sugeria alguns apelidos, foi o que aconteceu com uma colega que trabalhava no Departamento de Dentística e fui logo sugerindo durante um bate-papo na hora do almoço:
— Carlão, o que você acha da Ana? Após alguns segundo pensando o Carlão respondeu:
— Ah! Acho ela uma pessoa muito brincalhona, feliz com a vida, muito sorridente, por quê?
- Você não pensa que a Ana tem a cara da sexta-feira?
Após uma sonora gargalhada o Carlão disse:
— Está aí, a partir deste momento está decretado que nossa querida Ana passará a chamar-se Ana Sexta Feira, e não falamos mais nisso e que ela demore a descobrir o que se enconde atrás dos nossos sorrisos quando ela aparecer na nossa frente.
O tempo foi passando e a relação de pessoas que iam ganhando apelidos era enorme e sempre que a Ana ia tirar xerox passava na nossa minúscula salinha para dar um alô e jogar meia dúzia de palavras fora e era quando começávamos a sorrir.
Inicialmente a querida colega Ana não entendia nada o que estava acontecendo e a conversa continuava normalmente até que em um dia no Diretório Acadêmico da Faculdade, exatamente em uma sexta-feira estávamos bebendo algumas cervejas para oxigenar a mente e após alguns copos de cervejas a Ana fez a seguinte pergunta:
- Sabe pessoal, tenho notado que quando apareço na seção na qual vocês trabalham vocês ficam com sorrisinhos entre uma conversa e outra, o porquê destes sorrisos?
O Carlão olhou pra mim e resolvemos contar para a Ana o porquê dos nossos sorrisos: e o Carlão falou:
- Sabe Ana, eu e meu amigo Luiz começamos a apelidar todos os funcionários da Faculdade e você também ganhou um apelido, sabia? A Ana muito curiosa quis saber qual era o apelido e foi logo perguntando:
— Qual apelido vocês deram para mim e o por quê?
O Carlão sorrindo disse: seu apelido é Ana Sexta Feira e já foi logo explicando: porque você tem a cara da alegria, a cara da felicidade, é uma pessoa muito bonita e gostamos muito de você.
Sentimos algumas lágrimas rolarem no rosto da Ana e ela levantou e deu um forte abraço na gente e agradeceu muito pelo apelido e nós ficamos aliviados em acertar o apelido para nossa amiga.
A partir daquele dia a Ana que já era uma pessoa muita alegre, extrovertida sempre que nós nos encontrávamos ela sorria com aqueles lindos dentes branquinhos e dizia:
- Já sei que meu apelido é Ana Sexta Feira e tenham um bom dia! e saía apressada sempre sorrindo para levar um documento em algum departamento.
Quando chegou final do mês de janeiro de 1981 minha esposa Ivete ía ganhar o primeiro filho, o Márcio e eu estava muito feliz e disse para Ana se ela poderia levar minha esposa de São José dos Campos até Jacareí quando o garoto nascesse e ela prontamente disse que sim. Naquele dia foi muito engraçado, pois, fomos até o hospital no lindo fuscão vermelho que a Ana tinha e ela falava: Segura que aqui é volante! e sentava o pé no acelerador. Chegando em casa ela se prontificou a furar o bico da mamadeira para dar a um chazinho para o Márcio e quase matamos o garoto, pois, a Ana fez um buraco muito grande na pequena mamadeira e ele se engasgou. Após o susto passar, entre um sorriso e outro a Ana se despediu desejando Felicidades para todos nós.
Todas as sextas-feiras participávamos de um jogo de futebol na quadra devidamente uniformizados e já tínhamos até torcida organizada e sempre nossa querida Ana Sexta Feira fazia se presente.E quando para nossa surpresa a Ana falou que iria se casar que gostaria muitíssimo que fossemos e foi um casamento muito diferente, pois, não sabíamos que o namorado da Ana era um soldado do Corpo de Bombeiros e quando todos estávamos dentro da igreja escutamos várias sirenes ao redor da igreja e saímos para ver o que estava acontecendo e eis que parou um carro da corporação do corpo de bombeiros e a Ana saiu do carro toda sorridente e entrou na igreja com aquele sorriso maravilhoso.
O tempo foi passando, passando e em um determinado dia após eu me formar em Eletrônica fui trabalhar em uma fábrica de equipamentos para Aeroportos. Despedi-me de todos, dei um forte abraço na querida Ana Sexta Feira e saí com aquele sorriso lindo na minha mente da querida Ana, Ana Sexta Feira.
quinta-feira, 17 de setembro de 2020
CACHORRO LOUCO
Eu tinha sete anos e minha companheira era a teimosia, eu realmente era muito teimoso, quando pediam para eu não fazer nada que poderia me prejudicar então era hora da teimosia entrar em ação
Adorava empinar pipas, assim como todos os garotos da região onde eu morava e nosso local predileto era em um grande parque existente na frente da residência da nossa família. Geralmente eu ia empinar pipas com meu pai, aos domingos de manhã e nem sempre existia vento suficiente para colocar minha pipa no ar. Minha mãe nunca deixava eu ir ao parque sozinho. Então eu ficava observando os moleques empinarem as pipas do muro que existia em frente a nossa residência e ficava muito triste e zangado por não poder estar empinando pipas com meus amiguinhos. Resolvi tomar uma atitude drástica e fui falar com minha mãe da minha revolta, da minha tristeza em ver meus amiguinhos empinando pipas e eu não poder participar e fui logo dizendo:
— Mãe, porque a senhora não deixa eu empinar pipas com meus amiguinhos? Ela calmamente pediu que eu sentasse em uma cadeira e foi falando.
sabe porque meu filho, porque é perigoso estar sozinho no parque e você ouviu dizer que tem um homem pegando crianças, colocando em um saco e depois joga dentro de um rio? Fiquei alguns minutos pensando na grande mentira que minha mãe estava tentando eu fazer acreditar, embora às vezes ficava muito apreensivo e falei.
— Mas mãe, é só um pouquinho, depois entro vou tomar banho, jantar e ir dormir, posso?
Senti um olhar fulminante da minha mãe e já esperava ela negar e foi quando ela falou.
— Está bom filho deixa a mãe acabar de estender esta roupa que vou um pouquinho com você no parque para você soltar seu quadrado. Entrei correndo para dentro de casa e peguei a minha pipa e a linha e corri para a frente da minha casa para esperar minha mãe.
Os minutos foram passando, passando e nada de aparecer minha mãe para irmos ao parque, desci sorrateiramente a grande escada existente na nossa residência, abri o portão e fiquei imaginando: já que minha mãe não aparece vou dar uma fugidinha e ela nem irá perceber.
Fechei o portão e observei que vinha na calçada um cachorro babando e quando passou perto de mim, tentei espantá-lo com medo que me mordesse e inesperadamente ele avançou em mim e mordeu minha mão e minha coxa esquerda e foi embora. A mordida doía muito e voltei correndo para contar o ocorrido para minha mãe que imediatamente começou a fazer o curativo sob uma enorme bronca. Após ser medicado com algumas ervas minha mãe pediu para eu ficar quietinho no sofá que ela iria preparar o jantar.
Passados alguns minutos apareceu a Marinilza que era uma vizinha e pediu para falar com minha mãe, eu corri até a cozinha e anunciei a presença da vizinha que passaram a conversar sobre o cotidiano e eis que em um determinado momento ela disse:
— Sabe Thereza, não deixa o Luiz sair sozinho por aí que disseram que tem um cachorro louco babando dando voltas pelo bairro. Minha mãe pediu mais detalhes sobre o cachorro e chegaram a conclusão que eu tinha sido mordido pelo cachorro louco.
Minha mãe agradeceu a Marinilza pela informação e voltou para mim e disse: assim que seu pai chegar nós vamos ao médico para saber como devemos fazer.
Comecei a soluçar baixinho e pensava que eu também iria ficar louco. Meu pai chegou, chamaram um táxi e dentro de uma hora estávamos na frente de um enorme hospital chamado Emílio Ribas.
O médico me atendeu, os enfermeiros fizeram alguns curativos e receitou tomar vinte e uma injeções na barriga uma injeção por dia.
Eu odiava injeções e voltamos para casa e no outro dia minha tia Terezinha foi levar eu até o hospital para tomar a primeira injeção na barriga.
Era uma verdadeira aventura chegar até o hospital, pois, eram necessários tomar dois ônibus para ir e dois ônibus para voltar e estava começando a gostar das viagens cotidianas para chegar até o hospital.
Lembro-me de dois fatos muito engraçados que aconteceram durante as nossas viagens: O primeiro foi quando eu embarquei e minha tia ficou do lado de fora e o motorista começou a acelerar e o pessoal a gritar que tinha ficado um menininho órfão sozinho. Minha tia entrou no coletivo e xingou muito o motorista e eu apenas sorria.
Em outra ocasião quando estávamos passando em frente a estação ferroviária Júlio Prestes, no centro da capital paulista observamos que tinha uma multidão e nos aproximamos e lá estava o querido Mazzaropi participando de mais uma filmagem de um filme que estava sendo filmado naquele tempo.
Depois de alguns dias tomando a vacina para cachorro louco já nem chorava mais, tinha acostumado com a mesma e as enfermeiras até brincavam comigo, enaltecendo minha coragem.
O tempo passou e as vinte umas injeções foram aplicadas na minha barrica e não senti nenhum sintoma de loucura o que tranquilizou muito meus pais que a partir daquele momento sempre ficavam vigiando minhas atitudes que pareciam normal e até hoje quando me dispo e vejo a cicatriz lembro desta fantástica história.
AS MELHORES EMISSORAS DE RÁDIO
Naquela época o Santos tinha dois jogadores de futebol maravilhosos: Pelé e Coutinho, e o time era quase que imbatível, mas mesmo assim quando acontecia o jogo ao qual o São Paulo FC enfrentava outro time qualquer lá estávamos deitados e escutando o jogo, geralmente pela Rádio Bandeirantes. Era uma verdadeira festa na nossa mente quando o querido locutor esportivo Fiori Giglioti começava a transmissão: abrem-se as cortinas e começa o espetáculo e então nós ficávamos quietinhos ouvindo um dos maiores e melhores locutores esportivos de todos os tempos. Eu até aquele momento não tinha decidido para qual time eu ia torcer, mas vendo e sentindo a emoção e euforia do meu pai tornei-me São paulino também, nem tanto igual ao meu pai, mas sempre que alguém perguntava qual time eu torcia, respondia muito orgulhoso que era Sãopaulino.
Então a partir daquela época sempre ouvíamos as partidas memoráveis embaixo do grande pé de abacate e foi num determinado dia que ouvindo um jogo embaixo do pé de abacate que meu pai disse que tinha comprado um presente para mim. Olhei para todos os lados e nada vi foi quando ele sorrateiramente tirou do bolso da calças um pacotinho embrulhado e disse:
- Abre Luiz, você vai gostar do presente. E eu um pouco apreensivo não fazia a menor ideia o que fosse o tal do presente e imediatamente rasguei o papel e meus olhos lacrimejaram de tanta felicidade: um radinho de pilha, sim, tinha ganho um simples radinho de pilha! Dei um caloroso abraço no meu pai e imediatamente sintonizei na Rádio Bandeirantes Am. A partir daquele dia comecei a ouvir rádio, não só jogos, mas sim todos os programas, visto que naquela época nós não tínhamos televisão, então o rádio era nosso meio de comunicação.
O tempo foi passando, passando e quando eu tinha dezessete anos conheci a Rádio Pan-americana (Rádio Jovem Pan), lembro-me até hoje que fomos pintar a casa de uma tia e sintonizei meu rádio, que naquela época era um Motorola e lá ficamos a ouvir a Rádio Jovem Pan em um jogo pela Libertadores da América: São Paulo x Atlético. Era finalzinho de janeiro e estava um calor sufocante naquele domingo. O jogo terminou empatado 0 x 0 e a narração maravilhosa de Osmar Santos encantava a todos.
Bom, a partir de 1972 comecei a ouvir a Radio Jovem Pan por ter conhecido um dos maiores locutores esportivos: Osmar Santos, com uma narração vibrante e as partidas pareciam uma festa e um dos jargões que lembro até hoje era: E pimba na gorduchinha!
Nesta época eu já tinha optado em ouvir a rádio Jovem Pan e meu pai sempre fiel aos seus princípios continuava na Radio Bandeirantes e grandes conflitos aconteceram, pois cada um de nós tínhamos nossa preferência. Eu Jovem Pan e meu pai, Bandeirantes. A solução foi cada um ir para o seu canto. O tempo foi passando e conheci a rádio Eldorado FM em 1975 e fiquei encantado com a programação em FM e passei a ouvir a Eldorado e meio dia sintonizava na rádio Bandeirantes para o ouvir Hélio Ribeiro, programa maravilhoso, adorava quando ele traduzia algumas músicas do inglês para o Português. De 1975 até 1980 ouvia a rádio Eldorado FM porque tocava músicas clássicas e tinha uma programação maravilhosa, a imposição de voz dos locutores eram impressionantes, os programas eram para um público erudito, enfim, eu adorava a programação.
Quando chegou 1981 novamente voltei a ouvir a Rádio Jovem Pan Fm e fiquei apaixonado pela programação sempre dedicada ao público jovem e passei a ouvi-la e esporadicamente ouvia a rádio Bandeirantes e Eldorado FM. Foi quando em 1991 conheci a rádio CBN e lá vamos nós trocar de emissora de novo, muitas notícias, muitas informações e o dial ficava 24 horas sintonizado nesta emissora e isto me fascinava naquele momento. Foi uma fidelidade que durou aproximadamente 15 anos e eis que em 2005 um primo disse: Luiz, você que gosta de rádio, inauguram hoje uma rádio chamada BandNews Fm, sintoniza que você vai gostar. Era muito engraçado quando inauguraram ouvir o querido Ricardo Boechat falar que a Barra Funda ficava na zona Norte de São Paulo, estava perdidinho aqui em São Paulo, pois, o mesmo era carioca, cheguei até a pensar: Caramba, este locutor não vai dar certo nesta emissora e o tempo foi passando e ele tornou um ícone da BandNews e eu novamente fixei meu dial na Bandnews e desde 2005 até os dias de hoje fico oscilando entre as quatro melhores rádios em jornalismo: Bandnews FM, Bandeirantes, CBN e Jovem Pan. Estas são realmente as melhores rádios atualmente em jornalismo e às vezes fico pensando: Poxa! Tem locutores maravilhosos nesta rádio, mas também tem naquela outra e naquela outra também e fico imaginando reunir todos esses locutores em apenas uma rádio e eu não ficaria mudando de estação em estação. Ainda há tempo para que tudo isto aconteça.
quarta-feira, 16 de setembro de 2020
EMPADAS DA VILA
No início do ano de 2018 lá estava eu jogado no mundo novamente, peregrinando de um local para outro carregando sessenta e três anos de experiência nos velhos e flácidos ossos e em um determinado dia bebendo umas cervejas em um boteco da periferia comecei a meditar sobre a minha estadia neste mundo e quando eu já estava semiembriagado comecei a fazer e responder algumas perguntas para mim mesmo. Ingeria um gole de cerveja e fazia uma pergunta e eu mesmo respondia mentalmente. Foi quando fiz a seguinte pergunta:
domingo, 16 de agosto de 2020
O ORNITÓLOGO
LIBERDADE
Há tempos que venho sendo acordado pelo mavioso canto de um pássaro na velha jaqueira existente no quintal da casa onde eu moro. Acordava,...
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Hoje olhando para o teclado do computador fico maravilhado com as mudanças ocorridas nos últimos... ”deixa eu pensar” trinta anos, é exat...
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No início do ano de 2018 lá estava eu jogado no mundo novamente, peregrinando de um local para outro carregando sessenta e três ...
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Há tempos que venho sendo acordado pelo mavioso canto de um pássaro na velha jaqueira existente no quintal da casa onde eu moro. Acordava,...





